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A Abadia de Nossa Senhora do Monte Sião

 

Índice

1. Introdução
2. Estudo de E.-G. Rey
 

 

     Existem duas principais razões para a escolha do nome Priorado de Sião ("Prieuré de Sion", no original), por parte de Pierre Plantard, quando ele decidiu oficializar o movimento em 1956, em Annemasse, na Alta Sabóia (França):

     1. Plantard era um leitor compulsivo (e possivelmente também amigo) de Paul Lecour, o criador da revista e da organização Atlantis. Num dos seus artigos, o esoterista Lecour teria sugerido aos leitores da sua revista a ideia de que a juventude francesa se deveria organizar regionalmente para fazer renascer o espírito cristão da Cavalaria, outrora em voga na Idade Média. Lecour, nesse artigo, teria usado o termo prieuré ("priorado") para designar essas células de rejuvenescimento cavaleiresco, que ele desejava que fossem constituídas um pouco por toda a França.

     2. Inspirado em Lecour, Plantard iria seguir a sugestão do seu ídolo, e iria dar ao seu "priorado" o nome de uma montanha nos arredores de Annemasse, o Monte Sião. Assim, o seu "priorado" seria o "Priorado de Sião". Plantard esperava obter uma autorização camarária para construir a sede do seu pequeno grupo no topo do Monte Sião, em Annemasse, autorização essa que nunca foi deferida.

     Uma evidência clara da adopção, por Plantard, dos ideais de cavalaria cristã sugeridos por Lecour encontra-se no texto oficial da fundação do Priorado de Sião. A associação foi declarada legalmente1 a 20 de Julho de 1956 com o objectivo de “estudo e entre-ajuda dos membros”2. O pedido de autorização de constituição foi efectuado a 7 de Maio de 1956, na Sub-Prefeitura de Polícia de Saint-Julien-en-Genevois3 (Alta Sabóia), mediante uma carta assinada pelos quatro fundadores: Pierre Plantard, André Bonhomme4, Jean Deleaval e Armand Defago. A sede social estava estabelecida na casa de Plantard, em Sous-Cassan. O objecto da sociedade, conforme consta no Journal Officiel, era:

     "a constituição de uma ordem católica, destinada a restituir numa forma moderna, conservando o seu carácter tradicionalista, o antigo cavaleiro, que foi, pela sua acção, a promotora de um ideal altamente moralizante e o elemento de um melhoramento constante das regras de vida da personalidade humana."5

     Para poder afirmar que o Priorado de Sião original datava de 1099, Plantard usou um truque engenhoso: procurar na História uma organização religiosa que pudesse desempenhar esse papel. Foi então que Plantard se deparou com a Abadia de Nossa Senhora do Monte Sião, uma congregação monacal fundada no século XI em Jerusalém.
     Diz o investigador francês Pierre Jarnac que a Abadia de Nossa Senhora de Monte Sião, fundada em Jerusalém por Godofredo de Bulhão em 1099, tinha a sua residência de S. Leonardo na cidade de S. João de Acre. Em 1149, aquando do regresso da Cruzada, o rei Luís VII trouxe consigo alguns monges da Abadia do Monte Sião, que se fixaram no priorado de Saint-Samson de Orleães, propriedade da casa de Jerusalém. Esta doação foi confirmada pelo Papa Adriano em 1158. Contudo, na Terra Santa, a Abadia subsistiria por pouco mais de um século, porque uma acta de 1281 dá conta da existência de apenas dois religiosos de coro, que passariam a apenas um, em 1289. Adão, falecido no início de 1291, foi o último abade da Abadia de Nossa Senhora do Monte Sião em S. Leonardo de Acre. Neste ano, os Muçulmanos tomaram Acre aos Cruzados, o que deixou os religiosos de Monte Sião numa situação frágil. Os últimos monges que restava na Abadia mudaram-se para a Sicília, a convite do conde Roger e da sua mulher, a princesa Adelásia, ficando a residir em Saint-Esprit, perto de Catalanizetta. Na história desta pequena abadia, nada existe que a relacione com Maria Madalena ou com os Templários, conforme tem sido sugerido pela recente literatura sensacionalista.

 

 

Estudo de E.-G. Rey

 

     Este artigo, Chartres de l'Abbaye du Mont-Sion6, do historiador francês E.-G. Rey, membro da Société Nationale des Antiquaires de France, é fundamental para se ficar a conhecer a história da abadia que Pierre Plantard afirmava ser o Priorado de Sião original.
     Ainda hoje, muitos acreditam que o Priorado de Sião existe desde 1099, apenas porque confundem a Abadia de Nossa Senhora de Monte Sião, ordem monacal estabelecida em S. João de Acre, na Terra Santa, com o Priorado de Sião criado por Plantard em 1956. Pierre Plantard aproveitou, de forma engenhosa, o facto histórico da existência desta antiga abadia para tentar obter credibilidade para a sua organização, que no entanto apenas data da segunda metade do século XX.
     Desde modo, o presente artigo de E.-G. Rey, escrito em 1888, serve como valioso testemunho da história da velha Abadia. O historiador apresenta-nos o cartulário da Abadia, no seu texto original, anotado e comentado, com a lista dos abades que estiveram à frente desta ordem. É, por isso, um documento de excepcional importância para os interessados.
     O artigo contém ainda uma bula papal de Alexandre III em favor da "Abadia de Monte-Sião de Jerusalém", e algumas cartas pessoais relacionadas com a Abadia, que possuem grande valor histórico.
     Deixo aqui um especial agradecimento a Paul Smith (autor do site www.priory-of-sion.com), investigador de longa data desta complexa temática do Priorado de Sião, que gentilmente me cedeu este importante documento.

 

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CHARTES DE L'ABBAYE DU MONT-SION

PAR

M. E.-G. Rey
Membre résidant de la Société Nationale des Antiquaires de France
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Extrait des Mémoires de la Société nationale des Antiquaires de France, t. XVIII,
__________

PARIS

1888

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CHARTES DE L'ABBAYE DU MONT-SION [1].

Par M. E.-G. Rey, membre résidant.

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«L'abbaye de Notre-Dame du Mont-Sion fut fondée par Godefroy de Bouillon peu de temps après l'arrivée des Francs à Jérusalem, où cette maison subsista jusqu'en 1187. Dès que la ville d'Acre fut rentrée au pouvoir des Latins, les religieux du Mont-Sion se éunirent de nouveau au prieuré de Saint-Léonard de cette ville qu'ils possédaient depuis de longues années et, en 1291, le dernier survivant de ces moines se retira en Sicile au casal du Saint-Esprit, près Catalanizetta, qui avait, été donné à l'abbaye par le comte Roger et la princesse Adelasie, sa femme.»

[1] La découverte faite par M. E. Petit, dans les archives départementales de Saône-et-Loire, de chartes de l'abbaye de Saint-Serge, au comté de Tripoli, m'a fait penser que la Société des Antiquaires accueillerait les chartes de l'abbaye du Mont-Sion que j'ai retrouvées aux archives du Loiret. L'ensemble de ces documents intéresse tout particulièrement l'histoire de France dans l'Orient latin.

Nous savons qu'à son retour de la croisade le roi Louis VII ramena avec lui plusieurs religieux de l'abbaye du Mont-Sion; ils furent établis an prieuré de Saint-Samson d'Orléans que ce prince venait de donner à la maison de Jérusalem. Ce fut là qu'au XIVe siècle les archives de l'abbaye du Mont-Sion, d'abord transportées en Sicile, à la suite de la prise d'Acre, furent enfin déposées.

Me trouvant, il y a quelques années, aux environs d'Orléans, j'appris, non sans étonnement, qu'une partie des vignes de la commune de Saint Jean-le-Blanc [2] était désignée, au cadastre, sous le nom de terroir de Monte Sion.

[2]. Commune suburbaine d'Orléans.

J'acquis bientôt la certitude que l'origine de ce nom était due à l'existence d'un petit prieuré, dépendant de celui de Saint-Samson d'Orléans, nommé le Mont-Sion; entre autres traditions locales relatives à la fondation de ce domaine, je recueillis celle d'après laquelle les six ouvrées de vignes formant ses dépendances auraient été plantées avec des cépages apportés des enviroips de Jérusalem, où l'abbaye du Mont-Sion possédait des vignobles, importants, près de Betlehem et de la Grande-Mahomerie (el Bireh). J'appris, en même temps, que les archives du prieuré de Saint-Samson formaient un des fonds de celles du département du Loiret, où elles avaient été déposées pendant la Révolution. Je conçus alors l'espoir d'y retrouver quelques documents provenant de l'abbaye de terre sainte. Déjà, en 1848, M. de Vassal avait abordé assez superficiellement le sujet dans une étude sur les origines du collège royal d'Orléans, où il reproduit une charte d'Adam, abbé du Mont-Sion, relative à la réformation, par cet abbé, du prieuré de Saint-Samson d'Orléans. Cette pièce est datée d'Acre le 20 août 1281.

Je me mis aussitôt à explorer avec le concours de M. Doinelle, archiviste du Loiret, les diverses layettes formant le fonds dit de Saint-Samson, où bientôt nous trouvions la vidimation d'une bulle du pape Alexandre III, datée du mois de mars 1178, contenant l'énumération de toutes les possessions de l'abbaye du Mont-Sion, tant en Syrie qu'en Arménie, en Sicile, en Italie, en France et en Espagne. Cette vidimation est du 12 juillet 1336, indiction V, et fut faite et dressée au casal du Saint-Esprit, près Catalanizetta, en Sicile, par Cataldus de Modico, tabellion royal de ce casal; Frère Dominique de Civita Castellana était alors abbé titulaire de l'abbaye de Notre-Dame du Mont-Sion.

Je crois intéressant de publier intégralement ici le texte de cette charte que j'ai déjà mentionné dans mes Colonies franques de Syrie.

Roccus Pirrus, dans sa Sicilia Sacra, t. I, p. 753, cite ce document dont il donne le paragraphe relatif aux domaines de l'abbaye de Notre-Dame du Mont-Sion en Sicile.

La charte qui vient ensuite se rapporte à Yves, abbé du Mont-Sion, à Saint-Léonard, d'Acre; elle remonte au mois, de décembre 1218. L'original de cette pièce est aux archives de Venise, où elle a été découverte et copiée par un de mes amis.

C'est la vidimation d'une lettre du légat Pelage datée du siège de Damiette, le 24 novembre, adressée à Yves, abbé de Saint-Léonard, et à l'évêque de Mantoue, pour les charger de trancher le différend qui s'était élevé entre Simon, archevêque de Tyr, et les Vénitiens relativement à l'église Saint-Marc de Tyr.

Dans le chartrier de Saint-Samson, j'ai également retrouvé les noms de plusieurs abbés du Mont-Sion encore inconnus; je puis, ainsi, donner ici une liste de ces dignitaires ecclésiastiques moins incomplète que celles qui ont été publiées jusqu'à ce jour.

LISTE DES ABBÉS DE NOTRE-DAME DU MONT-SION

Rainald souscrit, vers 1160, comme abbé du Mont-Sion, la renonciation du grand maître Gilbert d'Assaly. (Cod. Dipl., t. I, n° 00, p. 232). En 1178 (G. de Tyr, liv. XXI-XXII, ch. 26-ch.7), ce prélat souscrit encore un acte du roi Beaudouin IV. Il paraît être mort dans le courant de cette même année et avoir été aussitôt remplacé par

Jean que nous trouvons mentionné avec ce titre dans une bulle du pape Alexandre III datée de mars 1178 (Arch. du Loiret).

N….., peut-être le même, fut en 1190 présent au siège d'Acre.

Yves était en 1218 abbé du Mont-Sion, transféré à Saint-Léonard d'Acre quand Pelage,légat du saint-siège, lui adressa, ainsi qu'à l'évêque de Mantoue, la lettre reproduite plus loin, les chargeant de trancher le différend qui s'était élevé, relativement à l'église Saint-Marc de Tyr, entre les Vénitiens et Symon, archevêque de cette ville (Arch. de Venise).

J….. souscrit en cette qualité avec les autres prélats de terre sainte la lettre adressée par eux, le 1er octobre 1220, au roi de France, Philippe Auguste, pour le supplier de venir en aide aux chrétiens d'Orient (Arch. nat., J. 443, n° 2).

Girard concède, comme abbé du Mont-Sion, en février 1239 aux chevaliers teutoniques une pièce de terre voisine d'Acre.

R….., abbé du Mont-Sion, est cité en 1244 par Mat. Paris.

Hugues paraît avec ce titre le 7 avril 1248 dans un acte de Peregrin, abbé de la Latine (Cod. Dipl., t. I, n° 00, p. 260).

Thomas, qui semble lui avoir succédé séjourna en France, à Orléans, en 1254 et, avec le consentement du chapitre du monastère de Saint-Samson de cette ville qui dépendait de l'abbaye du Mont-Sion, il accorda l'affranchissement des serfs de ce monastère (Arch. du Loiret, D. 3. 1. 11. 10).

Terrie, son successeur, souscrivit en cette qualité, le 5 mai 1256, la donation de l'abbaye du Mont-Thabor à l'Hôpital (Cod. Dipl., t. I, n° 127, p.150)

Jacques était pourvu de cette dignité au mois de juin 1268 quand, pendant le séjour qu'il fit alors à Orléans, il nomma Hugues prieur de Saint-Samson (Arch. du Loiret, D. 3. 1. 11. 10).

Adam doit être, considéré comme le dernier abbé du Mont-Sion transféré à Saint-Léonard d'Acre. Le 20 août 1281 [3], il charge Raoul Godart, alors prieur de Saint-Samson d'Orléans, de la visite des maisons relevant de Notre-Dame du Mont-Sion en France, en Italie, etc. Nous savons que la, maison d'Acre ne comptait plus alors que

Deux religieux de choeur. Adam mourut au commencement de 1291 (Arch. du Loiret, D. 3. 1. 11.8).

[3] Parmi les témoins de cet acte figure Thomas de Sainville, maître des chevaliers de Saint-Lazare.

TEXTE A.

AVEC CONFRONTATION AUX TEXTES B. ET C.

est le texte du XIVe siècle, coté D. 3. 1. 11. 4.
est le texte du XVe siècle, coté D. 3. 1. 20. 1.
est le texte du XVIe siècle, coté armoire 1. 2. 4.

BULLE D'ALEXADRE III EN FAVEUR DE L'ABBE
DE MONT-SION DE JÉRUSALEM.

Privilège de faire élection, donné à l'abbaye du mont de Sion, en Hiérusalem, par le pape Alexandre IIIe, ouquel le prieuré de Sainct Sanson est nommé et compris [1].

In nomine Domini, Amen. Anno Incarnacionis Dominice millesimo tricentesimo tricesimo sexto, mense Julii, duodecimo eiusdem quinte Indictonis regnante excellentissimo domino, Domino rege Petro secundo, Dei gratia rege [2] Sicilie, regni eius anno decimo septimo, feliciter, Amen. Nos Philippus de Virzerio [3], Robbertus de Virdiano, Thomas de Mannarino, judices Casalis Sancti Spiritus prope Calatanixetam; Cataldus de Modico, imperiali auctoritate puplicus [4] et judex ordinarius, ac ipsius Casalis Sancti-Spiritus regius tabellio, et testes subscripti ad hoc vocati specialiter et rogati, presenti scripto puplico notum facimus et testamur quod reverendus et venerabilis in Xristo pater, frater Dominions de Civitate Castellana, humilis abbas sacrosancte et primitive matris Ecclesie Sancte-Marie de Monte Syon in Jherusalem,

1. Ce titre qui se trouve sur le verso de la pièce paraît avoir été écrit au XVIe siècle.
2. Le mot rege est omis dans la copie du XVe siècle, B.
3. De Virzeio dans la copie B.; de Virzerio dans la copie C.
4. Publicus dans la copie B.
faciens Nos ad sui presenciam convocari, ostendit nobis quodam [1] papale privilegium cum bulla plumbea sigillatum, pendente cum seta alba et rubea, in qua bulla erant sculpita [2] duo capita Sanctorum Apostolorum Petri et Pauli, sanctissimi patris et domini, domini Alexandri pape tercii, sacrosancte romane ac universalis Ecclesie olim summi pontificis, Nos requisivit [3] attente, nostrum in hoc officium implorando, ut privilegium ipsum in formam puplicam ponere deberemus, ad cautelam sui et prefati sui monasterii Sancti-Spiritus, ne forte privilegium ipsum casu aliquo amitteretur. Nos vero, suis justis peticionibus utpote annuentes, et quia justis peticionibus non est denegandus assensus, predictum, privillegium vidimus, legimus atque inspeximus diligenter, nichil [4] in eo invenimus additum, diminutum vel mutatum, non abrasum, non cancellatum, sed in sua propria et prima figura existens tamquam ab autentico somptum, presens privilegium in presentem formam puplicam transscripsimus diligenter. Cuius privilegii tenor per omnia talis est.

1. Quoddam, copies B. et C.
2. Sculpta, copies B. et C.
3. Nosque, copies B. et C
4. Nichilque dans les copies B. et C.
Alexander episcopus, servus servorum Dei, dilectis filiis, Johanni, abbati monasterii sancte primitive ecclesie Montis Syon in Jherusalem, quod in honore Dei Genitricis et Spiritus Sancti hedificatum est [1], eiusque fratribus tam presentibus quam futuris, regularem vitam professis in perpetuum. Cum omnibus ecclesiasticis personis debitores, ex iniuncto Nobis a Deo, Apostolatus officio, existamus; illis tamen locis atque personis que specialius ad Apostolicam Sedem spectare atque ad Romani Pontificis ordinacionem pertinere noscuntur, propensiori Nos convenit Caritatis studio inminere, et eorum justis votis clementer annucre. Eapropter, dilecti in Domino Filii, vestris justis postulacionibus clementer annuimus, et prefatum monasterium quod ab illustri memoria Godofredo duce a fundamentis constructum, et per manum felicis recordacionis dopni [2] Urbani, predecessoris nostri, pape secundi, beato Petro [3] et sancte Romane Ecclesie, in jus proprium et tutelam esse dignoscitur; ad exemplar predecessorum nostrorum, sancte memorie Pascalis, Innocentii et Eugenii, Romanorum Pontificum, sub beati Petri et nostra protectione suscipimus [4] et presentis scripti privilegio cemmunimus. Inprimis siquidem statuentes ut ordo canonicus qui secundum Deum et beati Augustini regulam, in eadem ecclesia institutus esse dignoscitur, perpetuis ibidem temporibus et inviolabiliter observetur.

1. Edificatum, copie B.; Aedificatum, copie C.
2. Dompni. L'abréviation a été omise. - Dans les copies B. et C. domni ou domini.
3. Beati Petri dans la copie B.
4. Suscepimus, copie B.
Preterea, quascunque posseasiones et que,cunque bona Ecclesia in presenciarum juste et canonice possidet, aut infuturum concessione Pontificum, largicione Regum vel Principum, oblacione fidelium, seu aliis justis modis, auxiliante Domino, poterit adipisci, firma vobis vestrisque successoribus et illibata permaneant. In quibus hec propriis duximus exprimenda vocabulis : totum silicet Montem, Syon, cum omnibus pertinenciis suis, ea [1] integritate qua dux Goffredus eidem Ecclesie dedit; - Angulum civitatis qui est ad dexteram et ad sinistram intrantibus Jherusalem, ex parte Syon, quem primus rex Balduynus eidem ecclesie contulit; - tabulas cambii, ortos, balnea et domos universas quas infra muros civitatis et extra ecclesia possidet, cum apercione muri eiusdem civitatis, ad faciendam portam; - terram burgesie extra Alchedemac [2], cum vineis eiusdem versus meridiem; - terrain Asquatim [3] in Sorbael [4]; vineam quam dedit Anselmus de Parenti; - terram Machomerie [5];

1. Et ea, copies B. et C.
2. Ascheldamah; ce mamelon est au sud-ouest de Jérusalem. Les vignes, dont il est ici question comme situées vers le sud, couvraient la pente sur laquelle passe la route de Bethléem.
3. Asquatin dans la copie B.
4. Sorbael, casal voisin du monastère, grec de Saint-Elie, près du chemin de Bethléem à Jérusalem, aujourd'hui Sour-Bahil.
5. La Mahomerie, casal au nord de Jérusalem, sur la route de Naplouse, aujourd'hui El Bireh. On y voit encore les restes d'une jolie église du XIIe siècle.
- terram Fontis subtus positi, cum ipso fonte quem dedit Guido de Milli [1] a Cedo [2]; - casale Martini, cum pertinenciis suis; - casale quod fuit Hugonis de Gorron Dersophath [3] et terram juxta sitam, quam dedit predictus Anselmus; - casalia et guastinas [4] quas emistis ab Almerico de Francoloco, videlicet Gebea [5]; Ubeth [6], Dormibedi [7], Kariateri [8], Genesim [9], Gasert [10], et Tyberie [11], cum pertinenciis suis [12]; - Caphason [13], cum pertinenciis suis; Aneth [14] et Amieth [15], cum pertinenciis suis [16];

1. Dominus de Milly, copie B.; Guido, copie C.
2. Je lis a cedo, peut-être erdo, sans bien me rendre compte, car le signe est évidemment un a et non un et. Il n'y a qu'à le comparer aux et pour s'en convaincre. De plus, il est exprimé par a en maints endroits de ce vidimus. - Et oddo, disent les copies B. et C., lecture fautive qui prouve qu'aux XVe et XVIe siècles on a été arrété.
3. Dersophach, copie C. - C'est, je crois, Dersoeth, casal au nord de Jérusalem.
4. Gastinas, copie B.
5. Geba, casal situé sur la toute de Naplouse entre Jérusalem et El Bireh (la Grande-Mahomerie), aujourd'hui Jeba.
6. Ubeth, casal du territoire de Jérusalem.
7. Dormibedi, casal à retrouver.
8. Kariateri, aujourd'hui Keriat Iearim.
9. Genesim. Casal à retrouver.
10. Caserc. copie C. - Ce casal doit se retrouver sous la forme arabe El Kasr.
11. Tyberie. Casal à retrouver.
12. Thiberie, copie B.
13. Caphason, aujourd'hui Kafarson.
14. Aneth, aujourd'hui Ket Anatah.
15. Amieth, aujourd'hui Ket Ahmit, sur la route de Jérusalem à Naplouse.
16. Aneth et Amieth, omis dans copie B
- Farafronte [1], cum pertinenciis suis; - in territorio Ascalonutanensi [2], casale Gartafas [3], cum pertinenciis suis, cum medietate decimarum; - casale Romenbre [4], cum pertinenciis suis et integris decimis; - domos et machomeriam in Ascalone; - in Jopperonen [5], terram quam dedit Wido [6] comes Jopperensis, consensu uxoris sue; - viridarium cum terra quam dedit Lambertus Galioth; - in Neapoli civitate domos, et in eius territorio casalia Burin [7], Caphastrum [8], Gul [9], Gerable [10],

1. Farafronte; le nom de ce casal, me parait tellement défiguré que son identification sera bien difficile.
2. Ascalonitanensi, copies B. et G.
3. Carcafas dans la copie C. - Casal donné en 1111 à l'église de Bethléem et passé antérieurement à 1178 à rabbaye du Mont-Sion, aujourd'hui Caicapha.
4. Romembre, copie B. - Casal dont la site parait se retrouver dans le village ruiné nommé Ket Om-er-Ribya qui se voit entre Esdoud et Hammameh.
5. In Joppeff, copies B. et C. Les deux pp du texte étant barrés - pp donnent pper, pièce A. Même remarque pour comes Jopperensis, ut infrà.
6. W° donne Wido. Dans la copie B. on lit : Willellmus. -W° dans la copie C. - Cest Willelmus qu'il faut lire, ici, avec la copie B, car c'est évidemment de Guillaume de Montferrat, comte de Japhe et d'Ascalon, durant les années 1176-1177, par suite de son mariage avec la princesse Sybille, qu'il est fait ici mention.
7. Burin, ce village porte encore le même nom.
8. Caphastrum, aujourd'hui Kefer-Istoun.
9. Gul, aujourd'hui Ket Ghoul, au bord de l'oued du même nom.
10. Gerable, Ket Scherabeh.
cum pertinenciis suis et integris decimis ab Jherosolimorum [1] patriarchis vobis concessis et confirmatis; - in territorio Sebastiensi, casalia Fame [2] et Age [3], cum pertinenciis suis et medietate decimarum; - in territorio Cesariensi, casalia Sida [4], Caforana [5], Canet [6], cum pertinenciis suis et medietate decimarum; - domum in Cesaria liberam [7]; in Ligionem [8], duas carrucas terre et unum molendinum, duo jardina, cum medietate decimarum; domum in Ligionem; - in territorio Acconitano, casale Miary [9] terram, vineain et ortos et ecclesias sancti Leonardi et sancti Romani et domos cum, pertinenciis suis in eadem civitate et integris decimis; - in territorio Turensi, casale Messoria [10], cum pertinenciis suis, et duas carrucas terre juxta idem casale positas et duas alias carrucas terre in casale Sardenas [11],

1. Jh est remplacé par Hie dans les textes B. et C.
2. Fame, aujourd'hui Fameh.
3. Age, aujourd'hui Adjeh.
4. Sida. Casal de Césarée à retrouver.
5. Caforana. Ibid.
6. Canet. Ibid.
7. Cesarea, texte B.
8. Ligionem, Le Lyon, aujourd'hui El Leddjoun. Ce lieu occupe le site de la Mageddo de l'antiquité égyptienne, assyrienne et hébraïque.
9. Myari, texte B. - Ce village est encore nommé Miar.
10. Messoria, casai du territoire de Tyr dont le site est encore à fixer.
11. Sardenas, essai possédé dès l'année 1130 par l'abbaye Notre-Dame de Josaphat et qui passe ensuite à colle du Mont-Sion, antérieurement à 1178, mais dont l'abbaye de Josaphat conservait encore les dimes en 1255, aujourd'hui Zerdena.
cum pertinenciis suis et medietate decimarum; - in civitate Tyri [1], ecclesiam sancti Leonardi et domos cum pertinenciis suis; - in Gibileto, viginti quinque birancios [2]; - Antiochia, unam domum; - in territorio eius, aliam domum, - in villa de Amis [3], casale Miserach et quandam vineam Miserach, siomine Cafariam, et alia casalia Busudan [4], Felix et Cuccava, cum pertinenciis suis et medietate decimarum, et ecclesiam juxta castrum Doninum [5], sicut in casale quod vocatur Bexa; - in territorio Tarasiacensi [6], navem in flumine liberam, et casale Eroi [7], cum pertinenciis suis et medietate decimarum; - in Sicilia, in dyocesi [8] Aggrigentine ecclesie, ecclesiam Sancti Spiritus juxta Calatanixettam, cum suo casale et hominibus et ea integritate qua comitisse Adylasia [9] et comes Rogerius eidem ecclesie contulerunt, videlicet[ut] quod[am] animalia ipsius ecclesie liberat [10] habeant pascua, aquarum potaciones per totum tenimentum Calatanixettum predictum,

1. Tiry, texte B.
2. Bizantius, texte B.
3. In villa Amis, texte B.
4. Bussadam, texte B.
5. Je reproduis le mot et son abréviation peut-étre : Dominianum, ou Donnianum, ou Donnimum.
6. Il me paraît étre question, ici, de la ville de Tarse et du fleuve Cydnus.
7. Eroy, texte B.
8. Diocesi, textes B. et C.
9. Adilosia, texte C.
10. Libere, textes B. et C.
et cum omni jure parrochiali, et integris decimis parrochianorum, salva tamen uncia auri quam datis annuatim dicte Agrigentine ecclesie pro omni jure et justicia eius; - in dyocesi Cathanensi, ecclesiam Sancte Marie de Baccaraco [Baratathe?] cum medietate ipsius casalis, sicut est subtus viam, et aliis pertinenciis prout rex Rogerius eidem ecclesie contulit, et cum omni jure parrochiali et integris decimis parrochianorum; dominus tamen eiusdem tenimenti, dare teneatur eidem ecclesie mediam decimam de propriis recollectis; - ecclesiam Sancte Marie de Matina [Mesina?] cum suis terris et aliis pertinenciis quam idem Rex eidem ecclesie dedit, que sunt tenute Salarum [1] quinquaginta quinque, cum decimis et sepulturis; - ecclesiam Sancte Anne Fesime, cum sua terra et cum omni jure parrochiali, sepulturis et decimis et aliis pertinenciis; - in tenimento Girachelli [2] ecclesiam Sancti Basilii, cum terris suis juxta se positis, quas dedit ipsi ecclesie Rogerius Chamuth [3], cum aqua desuper posita et aliis pertinenciis; - sunt enim terre ipse salarum duodecius semi nature;

1. Je reproduis l'abréviation Salar. Les copies B. et C. la reproduisent sans l'expliquer; preuve qu'on n'a pu lire le mot aux XVe et XVIe siècles. Ce doit étre un terme particulier do mesure agraire italienne. Sans doute : Salarum.
2. Gyrachelli, copie B.,
3. Chamuch, copie B.
- in tenimento Castroyo [Castri Joannis?] terras Petre Prioris, ipsa petra in medio, quos dedit Gayta Maymon de Castroyo [1], et sunt tenute salarum triginta quatuor; - in Calabria, in tenimento Synopoli [2], ecclesiam Sancti Theodori de Burellis, cum terris suis, nemoribus et silvis et aliis pertinenciis, prout ipsas dedit Robbertus Giscardus [3], ecclesie jam dicte; in Lombardia, in episcopatu Albanensi, novellam, cum pertinenciis suis et jure suo; - in episcopatu Paviensi [4], aliam domum et ecclesiam, cum jure suo et aliis pertinenciis suis; - in Francia, in civitate Aurelianensi, ecclesiam Sancti-Sansonis, cum jure suo et aliis pertinenciis suis; - in dyocesi Bituricensi, Prunersec [5], cum ecclesia, et pertinenciis suis et jure suo; ecclesiam Sancte-Marie de Framer, cum pertinenciis suis et jure suo; - in episcopatu Pictaviensi, ecclesiam Sancti-Savioli [6], cum pertinenciis suis et jure suo; - in Yspania [7], in episcopatu Palencie, ecclesiam Beate-Marie de Ferrim, cum omni jure parrochiali et integris decimis suis, et tres partes, ecclesie Sancti Xristofori que est in Pozolos [8] de Ammiranos, et domos, et omni jure suo ; - in Castromonte, domos, cum pertinenciis suis et jure suo;

1. Ne serait-ce pas : de Castropetroso?
2. Cynopoli, copie B.
3. Giscard, copie C.; Gistard, copie B.
4. Pamesi, copies B. et C.
5. Prunesac (prieuré de Saint-Blaise et Saint-Jacques dans la paroisse de Villegenon).
6. Paroisse de l'archiprêtré de Gençay.
7. Hyspania, copie B.; Hispania, copie C.
8. Impozolos, copie B.
- in Castrel, domos, cum pertinenciis suis et jure suo [1]; - in episcopatu Legionensi, in castro Anepza, ecclesiam Sancte Columbe, cum omni jure parrochiali et integris decimis suis et suis pertinenciis et jure suo et villam Unneciam [2], cum suis pertinenciis et jure suo et aliis libertatibus suis, prout illustrissimus Aldefonsus, rex Gastelle, cum aliis ecclesiis et locis predictis ipsius Montis-Syon ecclesie contulit et concessit. - Goncordiam preterea de decimis tocius Judee et Jherusalem et omnibus finibus eius, perpetuo vobis concessis, unionemque ecclesiarum Jherosolimarum vobiscum factam, Sancte-Marie videlicet Montis-Oliveti, Sancti-Johannis de Sabastia [3], Sancti-Helye et Sancti-Abraam [4], existentium in Sicilia, Apulia et Calabria, cum bone memorie W[illelmus] [5] quondam Jherosolimorum patriarcha, consilio et assensu capituli Sancti-Sepulcri, sicut absque pravitate facta sunt, et hinc inde suscepta, ratas habemus et eas auctoritate apostolica confirmamus, sepulturam quoque ipsius loci liberam esse decernimus [6],

1. Omis dans la copie B.
2. Venecciam, copies B. et C.
3. Sebastia, copies B. et C.
4. Habraam, copie C.
5. Guillaume, d'abord prieur du Saint-Sépulcre, occupa le siége patriarcal de Jérusalem de 1130 à 1145 et mourut le 15 septembre de cette année.
6. Discernimus, copie B.
ut eorum devotioni et extreme ut eorum devotioni et extreme voluntati qui se illic sepeliri deliberaverint, nisi forte excommunicati vel nominatim interdicti sint, nullus obsistat. Missas autem seu staciones puplicas in ipsis locis, preter abbatis et fratrum voluntatem, fleri prohibemus, ne in servorum Dei secessibus popularibus occasio prebeatur ulla conventibus. Sane novalium vestrorum que propriis manibus aut sumptibus colitis, sive de nutrimentis vestrorum animalium, nullus a vobis decimas exigere presumat. Liceat quoque vobis clericos et laycos a seculo fugientes liberos et absolutos ad conversionem vestram recipere et eos absque contradictione aliqua retinere. Cum autem generale interdictum fuerit liceat vobis, clausis januis, excommunicatis et interdictis exclusis, non pulsatis campanis, suppressa voce, divina officia celebrare. Itemque presencium auctoritate mandamus ut liceat vos [4] in aliis ecclesiis et populo loqui; et predicare et quocunque interdicto teneatur, vobis presentibus, semel in anno, signa pulsare, divina misteria celebrare, expulsis et cornmunicatis, ut per vestram predicationem et doctrinam, a populo, vestre prefate ecclesie beneficia transmittantur.

1 . Vobis, copies B. et C.
Crisma vere, oleum sanctum, consecrationes ecclesiarum seu altarium, ordinaciones canonicorum vel clericorum qui ad sacros ordines fuerint promovendi a quocunque malueritis catholico recipiatis episcopo. Adiicimus eciam ut nulli episcoporum facultas sit, absque licencia Romani Pontificis, loca vestra, seu canonicos, seu clericos aut fratres inibi commorantes interdictioni vel excommunicationi subiicere aut aliquam potestatem vel molestiam exercere [1]. Obeunte vero te, nunc eiusdem loci abbate, vel tuorum quolibet successorum, nullus ibi qualibet surreptionis astucia seu violencia preponatur, niai quem fratres communi consensu, vel fratrum pars consilii sanioris, secundum Dei timorem et beati Augustini regulam, providerit eligendum et Apostolice Sedis Pontifice benedicendum. Hoc quoque presenti capitulo subiungimus ut idem monasterium eiusque possessiones, et canonici cum clericis et conversis, ab omni secularis servitii sint exempti et infestacione securi, omnique gravamine mundane oppressionis remoti, ut in sancte religionis observancia seduli maneant et quieti, nec ulli alii nisi Romane et Apostolice Sedi, cuius juris sunt proprie, aliqua teneantur occasione subiecti. Ad hec, stationes quas Patriarcha cum processionibus apud prefatam Ecclesiam Montissyon facere consaevit, unam videlicet in Cena Domini ubi sanctum crisma conficitur, eaque Xristus cum suis discipulis cenavit et ibidem pedes lavit rex eorum [2] ;

1. En marge, il y a ici: Nota dans le texte A.
2. Eorum, textes B et C.
aliam vero in Pentecoste, cum festum Sancti Spiritus celebratur, ideo, quia per Apostolos ibidem festuin Sancti Spiritus primo fuit celebratum, Spiritu Sancto super eos descendente; atque aliam in Assumpcione Virginis, quando Dei genitrix in colum fuit inde assumpta, ut Sanctorum tradunt ystorie [1], auctoritate vobis apostolica confirmamus; ita tamen ut preter consuetudines quas venerabilis antiquitas introduxit, nullum eidem Ecclesie de noyo valeat gravamen impgoni. Nam si ipse Patriarcha, preter quod dictum est, ad vestram ecclesiam venerit, cathedra sibi non erigatur; et si ibi comedere voluerit, mensa sibi non paretur. Addentes quoque, indulgemus ut ad procuracionis exibicionem vel cuiuslibet subsidii, vos, seu priores, aut rectores, vel fratres Prioratuum, ecclesiarum aut membrorum vestrorum, archiepiscopis, episcopis, ordinariis seu legatis, aut quibus vis nunciis Sedîs Apostolice, vel aliis quibuscunque personis, minime teneamini, nec ad id compelli possitis, sine speciali mandato Sedis eiusdem, faciente plenam de verbo ad verbum et expressam de indulte huiusmodi mentionem.

1. Hystorie, texte B.; Historiae, texte C.
Ad hanc obedienciam et devotionem vestram quam circa sacrosanctam Romanam Ecclesiam et specialiter ergo personam nostram geritis, attendentes, et quia monasterium vestrum specialiter ad Jurisdictionem beati Petri et provisionem, nostram pertineat, nichilominus considerantes Tibi, fili Abba, tuisque successoribus, usum mitre et annuli, auctoritate Apostolica indulgemus. Decernimus ergo ut nulli omnino hominum liceat supradictum monasterium temere perturbare, aut eius possessiones auferre vel ablatas retinere, minuere, seu quibuslibet venationibus fatigare, sed libata [1] omnia et integra conserventur, eorum pro quorum gubernacione seu sustentacione concessa sunt, usibus omnimodis profutura, salva Sedis Apostolice auctoritate. Ad indicium autem percepte huiusmodi a Romana Ecclesia libertatis, unum florenum auri Nobis, nostrisque successoribus, annis singulis, persolvetis.

Si qua igitur infuturum ecclesiastica secularisve persona, hanc nostre institucionis paginam, sciens, contra cam temere venire temptaverit, secundo tercio [2] commonita, nisi reatum suum digna satisfactione correxerit, potestatis honorisque sui dignitate coreat, reamque se divino judicio existere de perpetrata iniquitate cognoscat, et a sacratissime corpore ac sanguine Dei et domini redemptoris nostri Jhesu Xristi aliena fuit, atque in extremo examine divine Ultioni subiaceat Cunctis vero eidem loco sua jura servantibus, sit Pax domini nostri Jhesu Xristi, quatinus et hic fructum bone actionis percipiant et apud districtum Judicem premia eterne Pacis inveniant.

1. Illibata, textes B. et C.
2. Tertiove, textes B. et C.
Amen. Datum Laterani, per manum Alberti, Sancte Romane Ecclesie presbiteri cardenalis [1] et cancellarii, vicesimo quarto [2] kalendas Aprilis, indictione duodecima, Incarnacionis Dominice anno millesimo centesimo septuagesimo octavo, Pontificatus vere domini Alexandri pape tercii anno vicesimo. Synde [3]. - Ad futuram memoriam et predicti abbatis suorumque successorum atque prefati monasterii Sancti-Spiritus cautelam, presens puplicum, instrumentum exinde factum est per manum mei predicti notarii qui supra judicum et notariorum atque subscriptorum testium subscripsionibus et testimonio robboratum. Actum in Sancto-Spiritu prope Calatanixetam, anno, mense, die et indictio ne premissii.

* Ego Robbertus de Virdiano, * ego Philippus de Virgerio [4], judices casalis Sancti-Spiritus prope Calatanixetam, scribere nescientes, per manum predicti notarii nos scribi fecimus.
* Ego presbyter Henricus de Chayra testor [5]
* Ego Johannes de Ricardo, Lestor [6]
1. Cardinalis, copies B., C.
2. Il y a lieu de penser qu'il y a ici une erreur du copiste qui a transcrit cette vidimation, 1° parce que la douzième indiction tombe en 1179 qui ut bien la vingtième année du pontificat d'Alexandre III; 2° parce que la date du 24 des Calendes est forcément erronée.
3. Sende, copies B. et C.
4. De Virzerio, textes B. et C.
5. Cayera, texte B.
6. Richardo, texte B.

* Ego Friderieus de Ruso, testor.
* Ego Franciscus de Note Gorgio, testor.
* Ego frater Matheus de Calatagirono, testor.
* Ego presbiter Conssalvus de Herbis, testor [1]
* Ego Meliori clericus de Pactis, testor.
* Ego magister Conradus de Ursone, cirurgicus, testor.
* Ego presbiter Matheus de Placia, testor [2]
* Ego frater Anselmus, priori Sancti-Johannis de Calathanixeta, testor.
* Ego presbiter Andreas Faydon [3], testor.
* Ego presbiter Petrus de Catanzaro, testor [4].
* Ego frater Paganus de Lentino de Onderel [5], testor.
* Cataldus de Modico qui supra imperiali auctoritate puplicus et judex ordinarius, ac Casalis Sancti Spiritus regius tabellio, presens puplicum transsumptum de predicto privilegio scripsi et Signum meum apposui, rogatus.

(Archives du Loiret, série D, fonds du collège d'Orléans,
subdivision de Saint-Samson (D. 3. 1. 11. 4).
1. Cansalvus, texte B.
2. Plana, texte B.
3. Chaydon, textes B. et C.
4. Cazaro, texte B.
5. Dronds, textes B. et C.

Vidimation d'une lettre de Pélage, légat du saint-siège, à l'évêque de Mantoue,
résidant à Acre, et à Yvon, abbé du Mont-Sion.
(Archives de Venise, Busta, III, n° 86.)
In nomine Domini Dei eterni.

Anno eiusdem nativitatis millesimo ducentesimo decimo, octavo. Indictione sexta die quarta intrante decembri. Presentibus domino Laurenzo plebano ecclesie Sancti Marci de Achone, domino Bartholomeo bailio, Andrea de Vitale et Joanne de Canale et sanso de Venetiis. Dominus Petrus plebanus ecclesie Sancti Marci de Tyro ut ferebatur domino Yvo..... Abbati sancti Leonardi de Moute Syon litteras, sigillo Domini Pelagii episcopi Albanensis et apostolice sedis legati, impressas pro eadem ecclesia Sancti Marci presentavit quas ipse abbas benigne recepit : quarum tenor talis ibi continebatur.

Venerabili in Christo fratri et amico karissimo Dei gratia episcopo Mantuano apud Acchon comoranti, et religioso viro abbati Montis Syon, Pelagius miseratione divina episcopus Albanensis apostolice sedis legatus salutem et sinceram in domino caritatem. Causam que inter venerabilem in Christo patrem S[imon] Tyriensem archiepiscopum et venetos super ecclesia Sancti Marci Tyriensis noscitur agitari, vestre comittimus experiensie terminandam discretioni vestre legationis quo fungimur auctoritate mandantes quatenus partibus convocatis et auditis hinc inde propositis quod canonicum fuerit statuatis facientes quod statueritis per censuram ecclesiasticam firmiter observari.

Datum in obsidionem Damiate VIII Kalendas Decembris.

Actum presentacionis in Acchon sub porticali ecclesie Sancti Leonardi hoc fuit.

Ego Manzius sacri palacii notarius interfui et predicti plebani iussu hoc scripsi.

Extrait du livre des statuts du prieuré de Saint-Samson
et du procès-verbal de Réformation de 1519. - Fol. 110 v° (série D).
Privilegium datum per Adam, abbatem Montis Sion, quod est sigillatum duobus sigillis, uno coereo et altero plumbeo in quo, et una parte, impressa est figura descensus Sancti Spiritus, cum hac inscriptione circulari : Sigillum Spiritus Sancti de Monte Syon - et ea altera parte, figura assumptionis Beatae Chariae Christiparae, cum hac circulari inscriptione : Transitus Mei Genitricis.

Ces sceaux étaient attachés à une charte de 1281.

20 aoùt 1281 (D. 3. 1. 11. 8).

Vidimus par l'official d'Orléans, en août 1434, d'une charte d'Adam, abbé du Mont-Sion, donnee en l'église de Saint-Léonard d'Acre (Acconensis) le 20 août 1281, par laquelle il enjoint aux moines de Saint-Samson de résider dans leur prieuré.

Juin 1268 (D. 3. 1. 11. 10).

Vidimus du 12 septembre 1334, par l'official d'Orléans, d'une charte de Jacques, abbé du Mont-Sion, donnée à Orléans en juin 1268, par laquelle il nomme Hugues prieur de Saint-Samson Orléans.

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Nogent-le-Rotrou, imprimerie DAUPELEY-GOUVERNEUR

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1 Nos trâmites da lei francesa de 1901, que regula as associações civis..
2 O texto do Journal Officiel, número 167, é o seguinte: "25 juin 1956. Déclaration à la sous-préfecture de Saint-Julien-en-Genevois. Prieuré de Sion. But: études et entr'aide des membres. Siège social: Sous-Cassan, Annemasse (Haute-Savoie).", cfr. Pierre Jarnac, Les Archives du Trésor de Rennes-le-Château, Éditions Belisane, Nice, 1988, p. 543.
3 Em 1973, o investigador Pierre Jarnac deslocou-se a este local e confirmou presencialmente a existência destes documentos na referida esquadra de polícia, cfr. Jarnac, op. cit., p. 543.
4 Que usava nessa altura o pseudónimo de "Stanis Bellas"
5 Texto original: "La constitution d'un ordre catholique, destiné à restituer sous une forme moderne, en lui conservant sont caractère traditionaliste, l'antique chevalier, qui fut, par son action, la promotrice d'un idéal hautement moralisateur et élément d'une amélioration constante des règles de vie de la personnalité humaine", cfr. Jarnac, op. cit., p. 543.
6 E.-G. Rey, Chartres de l'Abbaye du Mont-Sion – Mémoires de la Société nationale des antiquaires de France, série 5, vol. 8, Paris, 1887. A versão electrónica deste documento é devida a Paul Smith (http://www.priory-of-sion.com). Ver também Pierre Jarnac, op. cit., pp. 567-575.

 


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