Primeira Monitória, 30 de Dezembro de 1910. Nós Vigário-geral, provisor da Diocèse de Carcassonne, Considerando o julgamento do Ofício, datado de 5 de Novembro de 1910, no qual o Sr. Bérenger Saunière, antigo padre de Rennes-le-Château foi condenado a fazer um retiro de dez dias no espaço de dois meses e recebeu ordens para se apresentar, num atraso de um mês a Monsenhor o Bispo com o propósito de lhe comunicar as contas que ele apresentou durante o processo por intermédio do seu defensor e de facturas justificativas e também para receber as instruções do seu prelado diocesano relativamente aos trabalhos que executou. Considerando o processo verbal do Sr. deão de Couiza constatando que uma notificação do julgamento foi feita ao Sr. Saunière a 17 de Novembro de 1910. Atendendo a que o prazo de dez dias terminou sem que o Sr. Saunière tivesse apresentado por escrito ao Provisor a sua vontade de pedir recurso do julgamento feito contra ele por conseguinte o direito foi prescrito e a sentença do Ofício tornou-se definitiva e executória desde 28 de Novembro de 1910; Atendendo a que a carta escrita a Monsenhor o Bispo a 30 de Novembro de 1910 não pode dar azo a recurso porque esta forma de proceder é contrária ao direito e que de qualquer modo esta carta foi escrita dois dias depois do fim dos prazos de recurso quando a sentença já tinha passado a definitiva; Atendendo a que até 17 de Dezembro de 1910, o Sr. Bérenger Saunière deveria ter-se apresentado perante o seu prelado diocesano como o ordena a sentença que lhe foi imposta; Pelo referido, façamos ao Sr. Saunière uma monotória peremptória para que se apresente a Monsenhor o Bispo de Carcassonne a 9 de Janeiro de 1911, às 2 horas da tarde para apresentar as suas contas com facturas justificativas e receber as instruções do seu prelado e isto sob pena, em caso de desobediência de ser imediatamente surpreendido por uma sanção disciplinar até que o Sr. Bérenger Saunière se submeta às prescrições do Ofício. Lavrado em Carcassonne na sede do Ofício, a 30 de Dezembro de 1910. O escrivão L. Charpentier ch.