"A igreja de Rennes não se encontra num estado de ruína tal como foi assinalado. Este edifício apresenta, de facto, uma fisionomia perigosa, mas o perigo não é senão superficial. Não nos devemos consequentemente preocupar-nos. A abóbada é irregular em todos os sentidos, ou seja, ela apresenta grandes abatimentos tanto segundo o seu corte longitudinal como segundo o seu corte transversal. Nós assegurámo-nos escrupulosamente deste estado de coisas e reconhecemos que todas estas sinuosidades provêm de tentativas que acusam uma grande ignorância em relação aos procedimentos da arte de construír nesta época. Esta construção é bastante antiga; nós pensamos que ela remonta ao VIIIº ou IXº séculos. A prática e a inteligência faltavam aos operários desta época e principalmente aos das aldeias remotas como esta de Rennes. Também somos levados a crer que todas estas irregularidades provêm da má concepção dos arcos de abóbada; a prova é evidente pois que a parede norte guardou a sua verticalidade primitiva e não se nota nenhuma fenda sobre toda a sua superfície. A parede a sul está desviada de oito centímetros e mesmo que se vejam dois enormes contrafortes posteriores à construção da igreja, nós acreditamos que esta parede foi construída tal qual a vemos hoje, pois não se vê nenhuma deslocação nem sobre a abóbada nem sobre a parede. Nós achamos então que este edifício não apresenta perigos sérios para a segurança pública. Nós reconhecemos que a igreja é demasiado pequena para uma população de 500 almas que contém a comuna de Rennes. Quando à ampliação, a disposição da igreja não nos permite abrir vãos para aí abrir capelas ou naves laterais; o único meio de ampliação seria a construção da tribuna projectada, mas nós não o aprovamos. A igreja de Rennes apresenta não somente abatimentos da abóbada, mas ainda uma disposição de um traçado deveras irregular e bizarro. A tribuna, os estucados e os rebocos que se propõem a efectuar aqui não modificarão nunca a fisionomia irregular que o interior apresenta. Somente segundo este ponto de vista, nós aconselhariamos o cancelamento de todo o tipo de projectos de ampliação e de embelezamento e de esperar que a comuna disponha de fundos suficientes para fazer face à construção de uma nova igreja cujas despesas poderiam elevar-se à soma de aproximadamente 4.500 francos." (Arquivos Departamentais do Aude, série O)